terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

2

Faltam exatamente 2 meses, como assim? Não sei se isso é muito ou pouco.

Fazer 15 é meio frustrante (se vocês não perceberam ainda, tudo é frustrante pra mim). Há um ou dois anos atras as pessoas me diziam "aproveita essa idade que é a melhor" E agora? Não é mais? Já passou? Isso que me frusta, assusta, sei lá.

Sempre fui apaixonada pela Disney e pelas princesas. Quando eu era mais nova, era a Branca de Neve, mas durante minha transformação de criança pra adolescente, me transformei também na Ariel.
Essa minha obsessão fez com que eu sempre tivesse vontade de ter minha noite de princesa. E ta aí, 15 anos.

Degustação, degustação de chocolate (comer é bom demais, né?), sapato, decoração, convite, mais convite, doces, ah... Vestido...v e s t i d o.
É tudo perfeito, um sonho, até que me dizem "aproveita essa fase de preparação porque no dia passa voando".

Parem por favor e me expliquem, por que? Por que vocês me dizem isso? Depois não entendem porque me frustro.

Sou uma pessoa meio ansiosa sabe? Toda noite durmo pensando "vou acordar amanhã e a primeira coisa que vai vir na minha cabeça vai ser: é hoje" Aí eu to lá, toda animada, acordo, e adivinhem??? Não, não é hoje.

E é isso aí, faltam 2 meses, não sei se é pouco ou muito, não sei se quero que passe rápido ou devagar, mas de uma coisa eu tenho certeza: vai ser inesquecível.

2 meses! :)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sorte

Ah... A sorte. Coisa que eu não tive hoje de manha. Sério, acho que alguém vai escrever um livro sobre mim. Já passei por tanta coisa que acabou virando história pra contar. Depois vou rir, claro, mas e durante? É... durante é bem difícil.

To aqui, presa no transito com a minha mãe... Tudo normal, até eu lembrar que to com um treco no pescoço chamado "colar cervical". Puts, mais uma história pra contar.

E começa assim:

Hoje de manha, dia normal de escola, fui levantar pra colocar a roupa. Mas antes, eu ia dar aquela boa espreguiçada de sono. CLACK! o q u e  f o i  i s s o? Ah, devo ter estalado o pescoço né, já que sempre faço isso... Então tudo bem, vou levantar e continuar o que eu ia fazer. AAAAAAIIIIIII.
E é aí que a história começa.
Senti um desespero do tamanho do mundo de tanta dor. Chorei tanto, mas tanto, que nem precisei lavar o rosto com sabonete pra tirar a oleosidade. Bom, fazer o que...? Não vou poder ir pra escola (que por incrível que pareça, eu queria ir). PERAI, não ir pra escola? Voltei a chorar, e mais ainda. Não sei de onde eu tirei a idéia maluca de ir, aguentando essa dor, pra poder ver um professor. Acredita nisso? Ao invés de chorar de dor, chorei pela chance de não vê-lo antes do carnaval. Existe coisa mais estranha e louca? É, também acho que não.
Fui pra escola, fiz o que tinha que fazer, saí mais cedo, cheguei em casa. Outro acesso de choro. Tomei um remédio, dormi e acordei com a noticia de que eu teria que levantar pra ir no dentista. Ai ai, sorte. Fui lá, apertei o aparelho, e to onde to. Chegando em casa, morrendo de dor, parecendo uma velha.

Por favor, desejem-me sorte.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vestibular

Acho que na minha vida toda eu não ouvi essa palavra tanto quanto eu ouvi nessa semana.

Vestibular, enem, vestibular, futuro, vestibular, ensino médio, vestibular, estudar, vestibular.

Segunda feira, dia 6 de Fevereiro, tudo mudou. Uma responsabilidade caiu pra cima de mim. Parece exagero, mas eu sei que minha vida mudou radicalmente. Ou melhor, está prestes a mudar. Novo ritmo, novas pessoas, novos professores, novo tudo.

E sabe o que? Vai fazer falta.

Eu podia ir pra escola sem preocupações. Eu só teria que chegar em casa, fazer meu dever, e poderia depois fazer o que eu bem quisesse. Facebook, twitter, blog, jogo, tv, dormir. Não que eu não possa fazer essas coisas agora, eu até poderia deixar a escola pra lá, e me preocupar em "aproveitar a adolescência", mas eu faria isso sabendo que daqui a 3 anos, sou eu quem vou sair prejudicada.

Calma. É isso que vai fazer falta. Estar calma.

Eu tenho uma necessidade enorme de orgulhar as pessoas. Meus pais, meus professores, minha escola, minha família, eu... Não preciso ser a melhor, mas preciso ser boa. Agora a questão não é ser boa o suficiente, porque as vezes nem o suficiente é suficiente. E eu fico pensando nisso, dia e noite, não importa onde eu esteja.

Sinto falta dos professores, aqueles que passam por mim hoje e só falam um oi. Não me perguntam se eu fiz o dever, se estudei pra prova, se fiz o trabalho, nada disso. Me perguntam uma coisa pior: como está o ensino médio? E aí, eu lembro. Não sou mais aluna deles, não os vejo mais todos os dias.

O pior nisso tudo é que vai passar rápido. E quando eu perceber, amanhã será meu dia na escola pra sempre. Meu último dia como aluna do Faria Brito. A única escola que eu já estudei na minha vida inteira. Não importa o que as pessoas falam, ela é a melhor escola e eu não preferiria estar em outro lugar.

Aconteceu mais uma vez. Esqueci. To no primeiro ano. E é melhor eu parar, tenho TD pra fazer.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Obrigada

Sabe, as vezes de um segundo pra outro bate uma das melhores sensações do mundo em mim. Eu me sinto agradecida. Feliz. Por absolutamente tudo. Pelo momento, pelos meus amigos, pelos meus pais, meus avós, meus cachorros, pelo namorado que eu tive, o namorado que eu vou ter, pelos professores que eu tenho, pela escola que eu estudo, pelas viagens que eu fiz, pelo lugar que eu moro, pela felicidade. Me sinto feliz por estar sentada numa cadeira dentro do meu quarto, ouvindo músicas boas, com o céu azul na minha frente. Eu amo isso. Eu amo a vida. Engraçado, nunca pensei que eu fosse falar isso. Há meses atrás acho que uma das coisas que eu mais odiava era a vida.

Ah, que agonia. Não to conseguindo explicar com palavras o que eu to sentindo agora. Provavelmente esse vai ser um dos meus piores textos. Mas sincero.

Eu to feliz por eu ser quem eu sou. Acabei de dar umas risadas que eu não dava já fazia um tempo. Não é o tipo de risada forçada, de você achar alguma coisa engraçada. Foi boa. Foi o tipo de risada que você dá porque você quer, porque você ta se sentindo bem o suficiente pra rir alto.

Então obrigada. Se você que tá lendo isso é meu amigo, meu familiar, meu professor, conhecido ou até desconhecido, obrigada. Se você é meu amigo ou familiar, você me ajudou a chegar onde eu cheguei até agora. Se você é meu professor, você é uma das razões que eu sorrio todo dia de manhã. Se é conhecido, você me faz acreditar e querer cada vez mais conhecer pessoas novas e boas, como você é. E se você é desconhecido, obrigada só por ler isso, porque a sensação de entrar aqui e ver que o número de visitantes aumentou, é inacreditável. Vocês todos, são uma parte de mim, boa, claro.

Vocês me fizeram dar mais uma chance à vida, e consequentemente, a vida me deu mais uma chance.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Alone

Não que eu esteja me sentindo sozinha, não. Estou muito bem acompanhada na verdade com a minha companhia. Mas estar sozinha em casa é... frustrante.

Acho incrível, todo som que eu escuto acho que é um fantasma ou um pedófilo que veio me sequestrar. Bom, de qualquer jeito, tenho meus cachorros aqui comigo. Eles me protegem! Ou não. O que duas bolas de pelo conseguem fazer pra ME proteger? Isso. Meus pensamentos ficando cada vez melhores.

E a fome? Puts. Não sei o que faço. Posso pedir uma pizza. Mas e se o entregador decidir me levar na moto junto com ele de volta pra loja, e depois pra casa dele? Pizza, não. Um sanduíche? Qual? O que eu comi três vezes ontem? Não, outra coisa. Miojo! Boa! Perai, eu não sei fazer miojo.

Levantei da cadeira, tomei um banho, voltei. Minha barriga ainda ta gritando, mas eu ignoro. Talvez ela esteja querendo só bater um papo, puxar um assunto... Acho que to ficando louca. Entro num jogo, fico 15 minutos, saio.

E agora? O que eu faço? Olho pra direita, ta a TV me encarando. Boa idéia, vamos ver um filme. Liguei a TV. Nenhum filme. Ah! Minha série preferida ta passando! Isso! E....faltam 5 minutos pra acabar. Ótimo.

Vamos olhar o facebook. Alguém legal pra conversar? Sim! Então ok.

Ta trovejando. Muito. O que eu faço? To tensa. E se faltar luz? Perai. Se faltar luz a TV desliga, não vou poder assistir. Se faltar luz fico sem internet, acabou a conversa. Se faltar luz não posso ir pra cozinha. Por que? Escuro.

Sabe o que? Vou escrever no meu blog antes que falte luz.

E o que eu faço depois disso?

Nostalgia

Sabe quando você ta ouvindo música no aleatório e vem aquela música que você ouvia quando tinha 11 anos? E era hiper ultra mega viciada? É... Também sei.

No meu caso, quando isso acontece, fico inquieta, sei lá, meio frustrada. E aí... nostalgia. Você começa a relembrar aqueles momentos super retardados com a sua amiga, que hoje em dia, nem é tão amiga assim. Você lembra de como você era maluca o suficiente de colocar uma câmera no banheiro da escola filmando você e a sua amiga cantando alto a sua música preferida, sem se importar com as pessoas que te olhavam. Aquela viagem da escola que todo mundo foi. Aquele garoto que te dava mole e você se achava a melhor, sendo que ainda tinha idade pra brincar de barbie. Aquela festa da escola onde funk era "se ela dança, eu danço".

Mas tanta coisa mudou... Tantas pessoas foram embora, tantas pessoas apareceram. Será que tudo isso valeu a pena? Valeu.

Eu sinto tanta falta. Aquela idade que eu não tinha noção do que era amor e estar apaixonada. Que eu brigava com as minhas amigas porque ela não quis me emprestar a caneta favorita dela. Idade que eu podia ser uma criança sem os outros me julgarem. Eu quero ser criança. Quero achar que papai noel existe, quero acreditar que foi a fada do dente que deixou aquele dinheirinho debaixo do meu travesseiro, quero pensar que o Mickey e a Minnie que estão tirando foto comigo são de verdade. Ah, tempo. Porque você passa tão rápido e despercebido?

Talvez quando eu tiver fazendo 18 anos, eu escreva de como tudo era tão mais fácil quando eu tava fazendo 15, e por aí vai.

Hora de ir. O vôo pra Terra do Nunca chegou.