terça-feira, 18 de julho de 2017

a m o r

O que vai volta Como uma pessoa extremamente intensa, é fácil para mim misturar sentimentos e assumir que algo é maior do que realmente é. Eu diria que já me apaixonei duas vezes, mas acho que só agora estou aprendendo sobre o que essas 4 letras representam quando colocadas nessa ordem. O amor não tem que ser doloroso pra ser amor. Passei 5 anos da minha vida segurando um sentimento porque tinha muito medo de não sentir mais nada. Mesmo achando que era a única maneira de sentir, acho que eu sabia que não era amor, porque, não é possível ser algo assim. Mas era o único sentimento que eu conhecia. Então eu assumi. Lembro de ter medo de deixar ele ir porque tinha medo de nunca me sentir daquela forma de novo; como se se sentir assim fosse bom de algum jeito. Tenho só 20 anos, ainda sinto que não posso falar sobre o amor ou o que ele é, mas posso falar sobre o que ele não é. Eu tava com tanto medo de nunca me sentir daquele jeito de novo. Agora, estou o mais certa possível de que eu NUNCA quero nem deveria me sentir daquela maneira novamente. Ninguém merece passar apenas um dia, ainda então 5 anos da sua vida incerto e inseguro sobre si e sobre uma pessoa. O amor não vem e não deve vir com dúvida; com o planejamento de cada conversa e medindo suas palavras com medo de uma reação ruim. Sentindo-se inquieto, ansioso, frustrado, como se alguém estivesse pressionando seu peito: isso não é e nem deve ser chamado de amor. Não é pra ser tóxico e impedir você de ser você e fazer suas coisas. Não é pra ser uma troca unilateral (como se isso fosse possível dentro do que uma troca significaria). Hoje em dia, eu diria que há maneiras diferentes de amar e de estar apaixonado. Eu não ousaria duvidar dos meus outros dois sentimentos passados ​porque não acho isso justo comigo e o quanto eu cresci. Mas acho que posso dizer que, agora, parece ser diferente e novo. Eu ainda não acho que posso dizer o que é amor, mas posso dizer o que eu sinto na minha terceira vez vivenciando o que ele poderia ser. Eu me sinto leve. Me sinto verdadeiramente feliz e segura. Não duvido dos meus sentimentos e, especialmente, do que sentem por mim. Não me sinto melhor nem pior do que ele. Eu não sinto que tenho que impressionar ou fazer qualquer outra coisa diferente do que eu sou. Eu ainda sou alguém ridiculamente insegura, mas não me sinto insegura com ele. Eu me sinto em paz. Não me sinto carente. Eu não sinto a necessidade de falar ou ter uma presença 24h por dia, porque não tenho a ansiedade de que não haverá uma próxima vez ou um próximo sorriso ou um próximo toque ou um próximo beijo. Não me sinto amarrada a alguém. Na verdade, me sinto o mais livre que já senti em 20 anos. Ainda sou uma pessoa ansiosa. Eu ainda confio no tempo para me mostrar e me ajudar a confirmar coisas sobre mim e outras pessoas, pra não pular rapidamente em coisas e conclusões. Então estou dando tempo a mim mesmo e ao universo para descobrir as coisas. Eu ainda não ousaria dizer que eu sei com certeza o que é o amor. No entanto, o que eu sei, é que, por enquanto, não há sentimento melhor do que ter a alma de alguém ao lado da minha. Alguém que eu possa realmente considerar um melhor amigo e companheiro. Alguém que não necessariamente estará sempre fisicamente próximo a mim (porque a gente não precisa estar), mas que, quando necessário, vai segurar minha Stella (nesse caso, minha Bud) e me ver voar. Ainda não sei o que é amor. Não sinto a necessidade de saber. Mas espero que ninguém se sinta do jeito que me senti durante 5 anos, e espero que cada pessoa neste mundo possa algum dia se sentir da mesma maneira que eu me sinto agora. Não com outra pessoa, mas consigo mesmo. E com isso, talvez um dia, juntos, todos possamos criar nossas próprias definições do que essa palavra complicadinha significa.