quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014

Quando eu começo a pensar que hoje é o último dia de mais um ano e que esse ano pra mim passou em um piscar de olhos, eu sinto um pânicozinho dentro de mim por dois motivos:

1 - Eu tenho nervoso de coisas passando rápido porque vem aquela dúvida: será que eu aproveitei tudo o que eu tinha pra aproveitar?

2 - Desde 2009, eu tenho uma teoria meio paranóica de que os meus anos ruins são os ímpares e os bons são os pares. Tirando 2013, que não foi um ano ruim não. Mas se for pra comparar, não foi tão bom quanto 2014. ENFIM

A resposta da pergunta que eu fiz no primeiro item com certeza é "não". Obviamente. Que jogue a primeira pedra quem consegue aproveitar tudo o que tem pra aproveitar em um ano. Mas eu gosto de acreditar que, com o tempo, eu venho aprendendo a parar de pensar na vida, e começar a viver o que eu tenho pra viver dela. Por isso, to deixando de lado a comparação de qual ano foi melhor ou pior que o outro. Já deu disso já.

2014, desses últimos anos, foi o ano onde eu menos escrevi. Então eu nem sei o que falar direito aqui. Na verdade, o propósito não é escrever cada momento. Até porque uma foto vale mais do que mil palavras. Então, caso você se interesse (não sei porque se interessaria, mas ta valendo), taqui meu 2014:

Passei a virada pra esse ano com os meus melhores amigos

Viajei com os meus pais pra California

Fui no show da minha banda preferida (NA PISTA!!!)

Conheci e fiquei muito amiga dessa cidadã

Dirigi pela primeira vez

Remix do Gancho se formou

Um dos meus irmãos se mudou pros Estados Unidos

Sem comentários pra essa foto

Fui assistir a estreia de A Culpa é das Estrelas :D

Apresentei meu irmão pra minha melhor amiga que posteriormente começou a namorar ela

Finalmente conheci Pirapetinga!

Fui visitar meu irmão em Orlando

Vi a Cecilia (o que é raro)

Fui ao teatro com os meus avós

Visitei meu irmão (de novo) em Orlando

Finalmente fui em uma festa de Halloween

Fiz o ENEM que rendeu essa foto

Vi o Paul McCartney ao vivo!

Fui no boliche finalmente

...... NeverShoutNever <3 !!!!!!!

Assinei camisas da escola pela última vez

Fui na praia (o que é raro) 

Fui no show do Capital Inicial

ISSO ACONTECEU!!! 

Comecei o meu primeiro emprego

Fiz minha primeira amiga no meu primeiro emprego

Me formei!
Me formei de novo
Me vesti de mamãe noel no natal :D


Bom, enfim, acho que já deu né.
Um feliz ano novo pra vocês e um 2015 cheio de o que for que você quer que seja cheio.
Beijos e até ano que vem<3

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Mulher Maravilha e a Árvore


Era o primeiro dia de sol depois de meses e meses de fortes tempestades. A Mulher Maravilha, que havia lutado o máximo para segurá-las, finalmente se deixou dar um tempo pra respirar.

Ao voar pelas ruas, viu uma árvore. Essa árvore me parece muito familiar, pensou. E decidiu confrontá-la.

“Eu te conheço”, ela afirmou quando parou ao lado da árvore.

Era uma árvore linda. A maioria das folhas pareciam ter acabado de crescer, novinhas, enquanto algumas pareciam mais velhas, mais escuras.

“Você..” A Árvore falou, com a voz mais suave e relaxada.

“Eu te conheço”, a Mulher Maravilha repetiu, fingindo impaciência.

Após uma risada, a Árvore falou “sim sim. Tinha me esquecido que você tem uma certa atitude. Enfim, estava te procurando. Preciso falar com..”

“Perai, como assim? Como você sabe que eu tenho atitude?”, a Mulher Maravilha interrompeu.

“Ué, você mesma disse que me conhecia, não?”

“Eu te conhecer não é a mesma coisa que você me conhecer.”

Claro, a Árvore pensou.

Apreensiva, a Mulher Maravilha desistiu do confronto, e foi se afastando.

“Pare de fugir, Mulher Maravilha. Você não é tão má quanto parece. Eu disse que preciso falar com você.”

Fugir. Fugir. Fugir. A palavra girava em torno de sua cabeça. Parecia um íma.
Revoltada, virou e falou:

“Desculpa se estou sendo rude, mas você não me conhece. E mesmo se conhecesse, não preciso que me fale o que sou ou não.”

A Árvore sorriu, e perguntou:

“Você não sabe, sabe? Ou melhor, não lembra.”

Confusa, a Mulher Maravilha perguntou do que a Árvore estava falando.

“Eu e você. Somos um mesmo. Temos muitas diferenças, sim. Mas, no final, somos a parte de um mesmo todo.”
“Você já foi uma das folhas dessa árvore. Mas um dia você caiu. E ao invés de voltar pro nosso todo, você decidiu se transformar no que você é, e nos proteger, para que ninguém mais caísse.”

A Mulher Maravilha não conseguia falar. Não conseguia se mexer. Ela se sentia bem, mas ao mesmo tempo incomodada. Ela sabia que o que a Árvore estava falando não era mentira. Ela sentia isso.

“Você provavelmente não se lembra”, a Árvore continuou, “porque você presta tanta atenção nos outros, que esquece de se olhar de vez em quando.”

A única coisa que conseguiu falar, foi perguntar o que a Árvore precisava tanto falar com ela.

“Eu preciso te agradecer, e me desculpar. Você passou muito tempo se dizendo sendo má, que todos nós acreditamos. E você nos protegeu de todos esses meses de tempestades, e ninguém agradeceu. Então obrigada.”

“Mas eu quero que você saiba que você não precisa estar pronta o tempo todo. Você não precisa estar por aí. Se uma tempestade cair, nós conseguimos dar conta. Olhe para as outras árvores. Elas se molharam, sim, mas continuam em pé.”

A Mulher Maravilha, que estava esse tempo todo de cabeça baixa, olhou em volta.

“Outras folhas podem voar, e você pode voltar ao seu lugar na árvore. Seu trabalho aqui está feito.”

A Mulher Maravilha respirou fundo, deu um sorriso, e sem mais nenhuma palavra, desceu até o chão, e depois, subindo de galho em galho, sem nenhuma ajuda de seus poderes, chegou ao seu lugar. E antes que ela pudesse notar, ela tinha virado uma folha novamente.

Obrigada, ela pensou.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Mudanças?


Eu vim para outro dos muitos momentos em que eu decidi que eu tenho que mudar alguma coisa na minha vida. 5 meses de 2014 se passaram, e tudo o que eu fiz foi a. ir à escola e b. passar minhas tardes assistindo Glee. Quase não escrevi, li uma quantidade considerável, não saí muito com amigos, também. Por alguma razão, quando a escola começou, eu pensei que,  agindo como se eu não me importasse muito com o meu último ano eu realmente não me importaria com nada dele, até porque eu realmente não preciso muito. Pelo menos não tanto como os meus alguns amigos meus precisam. Ainda assim, enquanto eles estudam que nem loucos pro vestibular que eles vão concorrer contra o país inteiro, eu tenho me preocupado com o que vou fazer, algo que eles pelo menos sabem. Além disso, o terceiro ano para mim é mais sobre se desapegar do passado e não se preocupar muito. Não desapegar tipo esquecer. Desapegar tipo não gastar uma quantidade enorme de tempo pensando sobre as coisas que eu deveria ou não deveria ter feito, ou me super analizando (superanalizando, devo destacar).

Cheguei ao ponto em que estou cansada. E isso, para mim, é interessante. Eu realmente cheguei ao ponto onde não fazer nada está me cansando.

Então, pela primeira vez em um desses momentos eu-preciso-mudar-minha-vida de reflexão, eu fiz alguma coisa. Bem, decidi fazer algo. Voltei a malhar, terças-feiras e quintas-feiras, estou fazendo yoga nas manhãs de sábado, pensando em fazer aula/reunião? de meditação. Estou lendo de verdade agora, tipo, muito. Pelo visto voltei a escrever também. E mesmo não sendo muito, é Algo. (referência do Augustus Waters :D) Além disso, eu decidi mudar algumas coisas sobre o meu ser. Por exemplo, eu escrevi esses 12 mandamentos para mim, e um deles é "Pare de falar e ouça." E eu escrevi como um dos meus mandamentos porque eu, inconscientemente, sempre acabava falando muito mais do que eu ouvia meus amigos. Agora, a "essência" do que é, é diferente. "Parde de falar" é pra eu ser mais silenciosa no geral, e "ouça" não é para ouvir outras pessoas, mas me ouvir, o que eu tenho feito a propósito.

Eu sempre odiei a mudança, que sim, é irracional, porque a mudança é constante e inevitável. Mas ainda assim, eu odiava e tinha medo (usando o verbo no passado, porque parece que eu não tenho mais tanto medo?). Mas eu comecei a aceitá-la e vivê-la, em vez de apenas observar isso acontecer e ficar triste e irritada com isso. E assim, eu tenho prestado atenção na mudança. E aqui está:

Eu não moro na mesma casa de um dos meus irmãos mais. Minha melhor amizade com a minha melhor amiga não é muito mais uma melhor amizade, até o ponto em que quase não é?. Eu não gosto de coisas que eu pensei que eu gostaria e gosto de coisas que eu pensei que eu não iria gostar. Eu não saio com os meus melhores amigos, tanto quanto eu saía antes. Tenho passado muito tempo sozinha ultimamente ( lembrando que Estar Sozinho e Se Sentir Sozinho são duas coisas diferentes. Estar sozinha tem sido incrível para mim. E sim, às vezes eu me sinto sozinha, mas eu acredito que não é porque fico sozinha, especialmente porque eu me senti sozinha muitas vezes quando eu estava perto de outras pessoas. Enfim, voltando). Eu sou amiga de pessoas que eu não acharia que seria amiga. Eu não tenho sentimentos mais por pessoas que em um momento eu pensei que não iriam embora. Eu não passo mais tanto tempo com o meu irmão. O que você está lendo agora mudou. Era tudo na minha cabeça, e depois foi para uma pasta no meu computador e agora é um post de blog. Eu mudei. E isso é bom.

Não estou tentando falar pra vocês pra aceitar a mudança nem nada do tipo. Até porque 1- como já falei antes, esse texto foi escrito inicialmente só pra mim mesma e 2- imagino que vocês já saibam disso. Estou me falando pra aceitar.

(o texto tá meio estranho porque ele foi originalmente escrito em inglês massss eu traduzi pra poder postar aqui, e pra mim textos traduzidos ficam muito estranhos comparados aos originais. MAS TUDO BEM :D)