Amanhã e domingo eu tenho uma prova do enem pra fazer. E, como sempre faço, fiquei me enrolando nos meus pensamentos em relação a isso, ao sistema de ensino, à sociedade num geral, e o que e porque as coisas e as pessoas são do jeito que elas são.
Eu vi um vídeo hoje na escola e comecei a pensar em nós. Na sociedade. Em como somos um bolo enorme de carne moída espalhada pelo mundo. Carne moída porque todos nós somos bostas. Todos somos iguais. É necessário uma padronização. Tudo tem que ser igual. A sociedade não quer alguém que se destaque, porque isso "é ruim". Ser diferente é ruim. Porque ser o diferente é ser o problema. Por isso somos enganados por tanta gente ao longo de nossas vidas.
E aí vão 1 milhão de pessoas na rua dizendo "o gigante acordou", o que, pra mim, também não é tão bom assim.
Quando todos nós nos revoltamos, e decidimos "mudar" tudo, estamos errando também. Porque nem todo mundo nasceu pra ser filósofo, nem todo mundo nasceu pra ser artista, nem todo mundo nasceu pra ser pensador. Tem gente que não suporta poesia, tem gente que quer só dinheiro, independente do que for. Tem gente que pede pra ser assim. E mesmo vendo que está errado, prefere continuar a ser do jeito que é, pois daria muito trabalho a tentativa de uma mudança. Então não dá pra exigir que todos sejamos artistas. Na sociedade em que vivemos, num grupo de 20, tem pelo menos 2 ou 3 artistas, pensadores, filósofos, revolucionários. E independente de onde você more, mesmo com todas as diferenças que existem de um país pra outro, no geral, nós vivemos num mundo e numa sociedade que é contra a criatividade. O que é bem, bem triste.
É como se todos nós (ou quase todos) estivéssemos usando máscaras. Máscaras as quais tiram a nossa individualidade, nossa personalidade. O que a sociedade faz é isso. Ela coloca máscaras em cada um de nós, padronizando nossas personalidades, pra que, mesmo sendo cada um completamente diferente do outro, no geral, agimos da mesma maneira. Da maneira que querem que agimos. O que me faz voltar ao vestibular.
Vocês têm noção disso? De que nós vivemos num mundo onde acertar uma certa quantidade de questões numa prova cheia de conteúdo inútil é visto como algo sensacional. Claro que, nesse caso, é muito bom mesmo. Óbvio! Tiro uma nota muito boa no vestibular, passo pra uma faculdade com um super nome, consigo um emprego ótimo e todos vivemos felizes para sempre. Mas a questão não é essa. A questão é a necessidade de que tudo isso aconteça na vida de alguém, porque se não acontecer, ferrou.
E se eu disesse que, sinceramente, eu não to nem aí pra vestibular e faculdade? Não tem absolutamente nada que eu aprenda lá, que seja algo que eu queira fazer pelo resto da minha vida com prazer. Eu quero ser escritora. E aí? Faço faculdade de letras? Que diferença faria? Não seria melhor eu passar anos da minha vida escrevendo feito uma desgraçada, tendo experiências maravilhosas, que me inspirem para escrever cada vez mais e melhor? Mas aí eu seria mal vista. Meus pais não ficariam satisfeitos, porque o normal, o que todos fazem, é faculdade.
E se eu disesse que quero fazer psicologia e filosofia pelo simples interesse que eu tenho por tais assuntos/matérias? Não tenho a mínima vontade de exercer alguma profissão que tenha a ver com um desses cursos. Mas mesmo assim, eu quero cursa-los. Me desculpem, mas eu não vou conseguir passar o resto da minha vida tentando me enganar de que eu to feliz fazendo o que eu to fazendo. Eu não vou conseguir colocar na minha cabeça de que eu sou feliz sendo jornalista, porque eu sou boa nisso e ganho dinheiro com isso. Me desculpem, mas eu não vou tentar fazer nada do que teoricamente seria o "certo" porque um grupo de pessoas diz que é o certo.
Óbvio, eu falo tudo isso, mas se alguém me perguntar qual seria uma possível solução ou mudança que ajudaria, não vou saber responder. O que pra mim não teria problema. Nem sempre a gente precisa de uma resposta. Basta questionar. Isso já pode ser uma das soluções.
sábado, 26 de outubro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
meus meninos
O tempo não é inocente. Muitos não julgam que ele seja ruim ou cruel, somente dizem que ele é. Já eu não. Eu guardo muito rancor, e tenho o costume de culpa-lo pelos medos que ele me traz aos meus 16 anos de idade.
E bom, o tempo acabou.
Eu não tenho noção da maioria das coisas que vão acontecer comigo nesses próximos meses e anos. Caso vocês confundam, meu motivo de escrever sobre isso aqui não é pra choramingar sobre o quão ruim e triste minha vida vai ser agora. Até porque eu não tenho noção. Mas junto com o tempo, existem fases, essas podendo ser insanamente boas ou ruins.
O motivo de eu estar escrevendo sobre o que estou escrevendo da forma que estou escrevendo, é pelo simples fato de que a fase "Estudar com os meus melhores amigos e passar todos os recreios possíveis com eles" acabou. É óbvio que isso não quer dizer que nunca mais vou ve-los, não quero dramatizar tanto pra chegar nesse nível, mas vamos concordar que deixar de ter um convívio diário com 4 pessoas as quais você está acostumado a ver sempre, faz algum tipo de diferença. Principalmente quando essas 4 pessoas são quem elas são.
(vou encurtar da melhor maneira possível, para que esse texto não fique tão meloso)
Ninguém me faz rir tanto quanto eles fazem. Eu posso ter parte da culpa por ser boba do jeito que sou, mas de qualquer jeito, eu devo 90% da produção de endorfina produzida pelo meu corpo a eles. E é por isso que, mesmo sem saberem, tais fases ruins que eu comentei antes, não foram tão ruins assim. Por causa deles.
Não estão envolvidos pensamentos do tipo "eu não vivo sem eles" ou "minha vida será nada sem eles", mas eu sei que ela não vai ser tão legal quanto era antes. Isso é inegável, pois não existe outro Rego, outro Granja, outro Lucas ou outro Pinhel no mundo. Só existem esses 4. E com 2 anos passando minhas manhãs junto deles, sendo que em 1 desses anos passei as tardes também, acaba criando um vínculo muito forte.
Eu acredito que parentes são diferentes de familiares. Como já me falaram antes, sangue faz parentes. Lealdade faz família.
Eu amo a família que eu fiz.
E bom, o tempo acabou.
Eu não tenho noção da maioria das coisas que vão acontecer comigo nesses próximos meses e anos. Caso vocês confundam, meu motivo de escrever sobre isso aqui não é pra choramingar sobre o quão ruim e triste minha vida vai ser agora. Até porque eu não tenho noção. Mas junto com o tempo, existem fases, essas podendo ser insanamente boas ou ruins.
O motivo de eu estar escrevendo sobre o que estou escrevendo da forma que estou escrevendo, é pelo simples fato de que a fase "Estudar com os meus melhores amigos e passar todos os recreios possíveis com eles" acabou. É óbvio que isso não quer dizer que nunca mais vou ve-los, não quero dramatizar tanto pra chegar nesse nível, mas vamos concordar que deixar de ter um convívio diário com 4 pessoas as quais você está acostumado a ver sempre, faz algum tipo de diferença. Principalmente quando essas 4 pessoas são quem elas são.
(vou encurtar da melhor maneira possível, para que esse texto não fique tão meloso)
Ninguém me faz rir tanto quanto eles fazem. Eu posso ter parte da culpa por ser boba do jeito que sou, mas de qualquer jeito, eu devo 90% da produção de endorfina produzida pelo meu corpo a eles. E é por isso que, mesmo sem saberem, tais fases ruins que eu comentei antes, não foram tão ruins assim. Por causa deles.
Não estão envolvidos pensamentos do tipo "eu não vivo sem eles" ou "minha vida será nada sem eles", mas eu sei que ela não vai ser tão legal quanto era antes. Isso é inegável, pois não existe outro Rego, outro Granja, outro Lucas ou outro Pinhel no mundo. Só existem esses 4. E com 2 anos passando minhas manhãs junto deles, sendo que em 1 desses anos passei as tardes também, acaba criando um vínculo muito forte.
Eu acredito que parentes são diferentes de familiares. Como já me falaram antes, sangue faz parentes. Lealdade faz família.
Eu amo a família que eu fiz.
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