quarta-feira, 23 de outubro de 2013

meus meninos

O tempo não é inocente. Muitos não julgam que ele seja ruim ou cruel, somente dizem que ele é. Já eu não. Eu guardo muito rancor, e tenho o costume de culpa-lo pelos medos que ele me traz aos meus 16 anos de idade.

E bom, o tempo acabou.

Eu não tenho noção da maioria das coisas que vão acontecer comigo nesses próximos meses e anos. Caso vocês confundam, meu motivo de escrever sobre isso aqui não é pra choramingar sobre o quão ruim e triste minha vida vai ser agora. Até porque eu não tenho noção. Mas junto com o tempo, existem fases, essas podendo ser insanamente boas ou ruins.

O motivo de eu estar escrevendo sobre o que estou escrevendo da forma que estou escrevendo, é pelo simples fato de que a fase "Estudar com os meus melhores amigos e passar todos os recreios possíveis com eles" acabou. É óbvio que isso não quer dizer que nunca mais vou ve-los, não quero dramatizar tanto pra chegar nesse nível, mas vamos concordar que deixar de ter um convívio diário com  4 pessoas as quais você está acostumado a ver sempre, faz algum tipo de diferença. Principalmente quando essas 4 pessoas são quem elas são.

(vou encurtar da melhor maneira possível, para que esse texto não fique tão meloso)


Ninguém me faz rir tanto quanto eles fazem. Eu posso ter parte da culpa por ser boba do jeito que sou, mas de qualquer jeito, eu devo 90% da produção de endorfina produzida pelo meu corpo a eles. E é por isso que, mesmo sem saberem, tais fases ruins que eu comentei antes, não foram tão ruins assim. Por causa deles.

Não estão envolvidos pensamentos do tipo "eu não vivo sem eles" ou "minha vida será nada sem eles", mas eu sei que ela não vai ser tão legal quanto era antes. Isso é inegável, pois não existe outro Rego, outro Granja, outro Lucas ou outro Pinhel no mundo. Só existem esses 4. E com 2 anos passando minhas manhãs junto deles, sendo que em 1 desses anos passei as tardes também, acaba criando um vínculo muito forte.


Eu acredito que parentes são diferentes de familiares. Como já me falaram antes, sangue faz parentes. Lealdade faz família. 

Eu amo a família que eu fiz.

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